sexta-feira, 15 de maio de 2015

Cervejarias artesanais

Ainda em Belo Horizonte, na terça a tarde fui me encontrar com o Bozó no estúdio de tatuagem dele. Figuraça gente boa demais! Como já havia dito o Kelson e o Jairo, não dá para rir pouco com esse cara! Falamos sobre um dos shows que fui em BH, no Parque da Gameleira no dia 6 de novembro de 1994 com Sepultura, Overdose, Ramones e Viper. Altas tretas nesse show segundo ele. 


 As credenciais
Eu estava lá

Depois de um longo papo fui dar uma volta na Praça da Liberdade e ver a exposição "Kandinsky: Tudo Começa Num Ponto” que está no Centro Cultural Banco do Brasil, mas não abriu para visita na terça. Voltei para Santa Tereza tomar umas cervejas no Mamãe Bebidas e depois jantar em uma pizzaria em frente. Pedi uma Serramalte para acompanhar pois tinha tempo que não bebia.




Na quarta acordei cedo, tomei o café, bati um papo com a galera no hostel e fui dar uma volta no centro. Fui no Barro Preto comprar o ingresso para o jogo Cruzeiro e São Paulo e depois fui no Shopping Oiapoque para ver se achava umas pechinchas e comprar uns presentes. Sempre acha. 



Almocei por lá mesmo e fui me encontrar mais uma vez com o Jairo na loja dele para bater um papo. Motos, metal, miniaturas, cervejas, comidas, futebol, etc. 


 O trampo dele com miniaturas

Foto tirada pelo Jairo

Por falar em almoçar, esses dias comi um tropeiro que tinha tudo que tem em um tropeiro com adição de camarão! Delícia! Lembrar de fazer qualquer dia. Mas de lá fui novamente no CCBB ver a exposição do Kandinsky, mas dessa vez estava aberto. Exposição grande e cheia de visitantes em plena quarta.



































































Após a exposição fui assistir ao jogo contra o SPFC que foi muito bom, jogo de sair o coração pela boca, como deve mesmo ser um jogo pela Libertadores. Mas no final deu Cruzeiro, nos pênaltis, sofrido, mas deu! Agora que venha o Boca ou o River nas quartas!
Na quinta arrumei as coisas e resolvi seguir viagem em direção a Ribeirão Preto, cidade de tradição quando o assunto são cervejas artesanais. Dei uma última volta em BH e peguei a 050.


 Passando por Mordor
Na divisa

Cheguei aqui as 21hs depois de uma viagem praticamente tranquila. Fiz 514km em 7hs. A 050 é muito boa mas o que mata é que tem muitos pedágios. São 7 postos sendo que 6 cobram R$2,40 e para a minha surpresa o último (que já é em SP) não cobra de motocicletas! Fiquei em um motel pois aqui nao tem albergues e as pousadas são bem caras. Como era só para dormir, um motel me atende.
Agora vou dar uma volta para conhecer a cidade.
Até a próxima postagem.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Run, Forrest, Run!

Está tudo muito corrido mas ainda assim está sendo divertido, estranho as vezes pois mesmo estando no mesmo lugar que já estive várias vezes as coisas estão acontecendo de forma um pouco diferente. E de certa forma isso é bom.
Sábado pela manhã acordei cedo e voltei para Belo Horizonte para me encontrar com dois ícones do metal mineiro, brasileiro e mundial, o guitarrista Jairo Guedz em sua loja de customização de motos, a Chopper Head, e o baterista Christiano Salles com seu filho. Bons papos sobre motos, metal e afins.


De lá fui me encontrar com o vocalista/baixista Casito Luz e o artista Rubem Filho e após longos papos e risadas o artista Kelson Frost também apareceu. Em Minas Gerais parece ser muito mais fácil das coisas acontecerem e muitas vezes aparentemente sem querer.


A noite fui dar uma volta a pé na Mamãe Bebidas e me encontro com Wagner, o dono de uma Teneré 660, que também faz parte da VMAS e roda por aí tudo. Gente finíssima que me deu altas dicas das estradas da região.


Espólios de sábado a noite. Uma pilsen tcheca e uma ipa dinamarquesa.

Voltei para o hostel e capotei pois estava exausto.

Arte no caminho do hostel

Domingo acordo cedo para dar uma volta na Lagoa da Pampulha pois nunca antes havia circulado totalmente a lagoa que tem 18km de perímetro. Mas dessa vez estou tendo algumas dificuldades para rodar pois mudou muita coisa na cidade e algumas dessas mudanças não achei muito positivas. Belo Horizonte é muito grande e apesar do GPS ajudar (e as vezes me trollar) é um pouco complicado achar os lugares que ainda não conheço ou não conhecia. Uma das grandes referências que o mineiro sempre dá para os turistas é o obelismo no centro, que aqui chamam de pirulito. Sempre seguro a risada quando dão essa referência.

 A Lagoa, o Mineirão e a Igreja de São Francisco de Assis



Após o passeio fui me encontrar com outra lenda do metal nacional, o vocalista Vladimir Korg.

 Presente do Korg
Autografados

Após um bom papo fui conhecer a Stadt Jever e tomar umas cervejas da Wäls para provar as que ainda não conhecia. Ambiente muito bacana com um ótimo atendimento. Infelizmente não vou conseguir conhecer a fábrica pois só abre para visita aos sábados. Uma pena.

  Finalmente conhecendo a Stadt Jever
 Direto das torneiras

 Serra é logo alí a direita

De volta ao albergue vejo a galera vendo no cinema daqui o filme Jupiter Ascending. Como ainda não tinha assistido e não iria mais sair, peguei uma cerveja e sentei para assistir também.

 Primeiro albergue que me hospedo que tem cinema

De domingo para ontem dormi pessimamente e de madrugada levantei e estava chovendo, fazia 16°. Em Congonhas na sexta fez 12°. Aqui em BH o clima está agradável, mas acabei dormindo pouco. Tomei o café no albergue pela manhã e fui me encontrar com um dos caras mais bacanas, um grande artista chamado Kelson Frost. Papeamos quase o dia todo, e até me passou preciosas dicas sobre as técnicas que ele domina completamente. Preparou o almoço, um churrasco de panela de pressão muito gostoso e como sempre chega a hora de se despedir. Muito obrigado Kelson pela hospitalidade.


A noite me encontrei com o vocalista Fernando Lima e o guitarrista/baixista Rafael Porto. Agradeço ao Rafael pela força e hospitalidade. 
Como sempre disse e espero continuar dizendo, o povo mineiro é foda!


sábado, 9 de maio de 2015

Matando saudades

Depois de muitos atrasos e problemas com a moto que rolaram poucos dias antes de começar a viagem, eis que finalmente mato saudades! E estava com muita! Não consigo mesmo viver sem rodar com minha montaria por estradas já rodadas e outras que nunca havia rodado. Enfim na quinta, pela manhã, fui buscá-la na oficina e após arrumar as coisas parti as 16:30 ciente que passaria sufoco na BR262 pois o tempo estava fechado e a possibilidade de chover era grande, só não esperava que cairia o céu! Choveu forte de Serra até pouco depois da divisa com Minas e até alí a viagem não rendeu. Programei chegar no hostel em Belo Horizonte por volta de 00:00 mas só fui chegar 11 horas depois de sair de casa! Pilotando com muito cuidado pois a chuva estava realmente forte, com muita neblina e como a 262 é cheia de curvas, se tivesse óleo era chão com certeza! Mas como sempre rola nas viagens, tem várias histórias de pessoas que encontro nos caminhos. Estava chovendo absurdamente e como estava pilotando de viseira aberta e estava machucando meus olhos além de que não estava enxergando nada, resolvi parar em um posto de gasolina pouco antes da divisa. Abasteci e fui tomar um suco e comer algo. A atendente da lanchonete começou a perguntar várias coisas e falar várias outras, numa dessas ela fala uma curiosidade da cidade de Pequiá que era a próxima cidade: "Já ouviu falar de Péquia? É uma cidade bem pequena que é metade no Espírito Santo e metade em Minas Gerais. Tem dois cemitérios. Um do lado mineiro para mineiros e um do lado capixaba para capixabas". Depois de passar muitos perigos cheguei em BH e rodei muito para achar o hostel. Achei, fiz o check-in, tomei um banho pois estava só a lama e fui literalmente capotar!
Acordei as 11:30, fiz o check-out, arrumei as coisas na moto e fui almoçar, mas antes fui a pé no paraíso das cervejas chamado Mamãe Bebidas. O hostel fica a uns 3 quarteirões apenas do paraíso. Voltei ao hostel, peguei a minha moto e fui para a segunda entrevista do meu projeto/pesquisa, com o artista Quinho. Fiz a entrevista no trabalho dele, no jornal Estado de Minas. Não vou falar muito sobre isso. Quem é próximo a mim sabe do que se trata! Enfim, um cara super gente boa e simples. 3 horas depois parti em direção a Congonhas para reecontrar meus amigos Soninha e Gilson.
Um parênteses, em 2013, que foi a última vez que tinha vindo aqui postei o seguinte: "Eu me lembrava que a rodovia até Congonhas era uma porcaria mas está bem pior". Já vim  várias vezes a Congonhas de moto e a rodovia sempre foi uma bosta mas acho que os governantes mineiros leram as postagens no meu blog pois agora está um tapete. Outro parênteses, a máquina de fazer dinheiro está a todo vapor heim! Radares aos montes, tanto na 101 quanto na 040. Em BH, quase que tem um a cada 1km. Outra coisa que já falei em viagens anteriores, rodovia federal a 60km é o caralho!!! ¬¬ Último parênteses, para quem achou que a gasolina nas cidades grandes está com preço tenso, nas rodovias está pior! Variando entre R$3,49 e R$3,82! Isso porque esses foram os preços que vi, vai saber se tem mais caro! Assim fica difícil viajar!
Cheguei em Congonhas e fui dar uma volta com eles. Fomos perto de onde sempre rola o evento anual Motofest. Depois de várias cervejas, comidas típicas e risadas, estou aqui, as 5, digitando em vez de dormir, pois tenho que estar de pé as 9!
Mais uma vez no estado do queijo, da boa caxaça, das ladeiras e de pessoas bacanas! Minas Gerais é minha segunda casa!

 
 A motoca doida para ir para a estrada
Na divisa
 Olhos arrebentados da viagem

 Paraíso
 Arte em BH
 Praça da estação é parada obrigatória toda vez que venho a BH. Muitas histórias aqui.
Grande amiga mineira



 Amizade de longa data

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Em casa

Me apaixonei pelo Chile pelos motivos já expostos anteriormente e pretendo voltar para conhecer melhor, gostei do Peru pelo pouco que conheci (Cusco, Aguas Calientes e Puno) e também da Bolívia mesmo não tendo conhecido devidamente La Paz.

Para quem for se aventurar eu recomendo comprar roupa de frio nas ruas Illampu, Murillo e Santa Cruz. Compre presentes e tudo mais em La Paz, porque é muito barato.
Se quiser conhecer mais lugares na Bolívia vá ao centro de informação turística. Você pode conhecer Tiwanaku, Sorata, onde tem a gruta de São Pedro e Copacabana. Para os três lugares você tem que pegar ônibus no cemitério. Para ir ao cemitério pegue um mini-bus. Outra opção é ir a Coroico pegando o ônibus em Villa de Fátima. Também pode pegar o trêm andino, viajar 18h para Uyuni, onde tem o Salar. Infelizmente o soroche não me deixou conhecer muito de La Paz.

1 - Viagens pela América do Sul: Documento de identidade com foto recente expedida a menos de 10 anos. Quem tiver passaporte, é  bem melhor levar.

2 - Vacine-se contra a febre amarela pelo menos 10 dias antes da viagem e tirar o certificado internacional de vacinação num dos postos da ANVISA espalhados pelo Brasil. Em Vitória fica no aeroporto.

Dessa vez não farei comentários sobre trechos de rodovia até porque não tenho como comentar pois não fui de moto mas posso comentar sobre o trecho mais bonito.

Trecho mais bonito:
Entre Copacabana e Puno aonde o ônibus atravessou o Lago Titicaca de balsa.

Cidade mais bonita:
Valparaiso.

Lugares mais bonitos:
Lago Titicaca e Machu Picchu.

Lista de albergues e hotel:
Santiago - Hostel Cienfuegos -  http://www.hisantiago.cl/
Valparaiso - Hostel PataPata - http://www.patapatahostel.com/
La Paz - Hostel Onkel Inn 1886 - http://www.onkelinn.com/
Tiwanaku - Hotel Akapana - http://hotelakapana.com/
Copacabana - Hostel Colonial del Lago - http://www.travbuddy.com/Hostal-Colonial-v428209#4
Cusco - Hostel Loki - http://www.lokihostel.com/cusco


"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. (Amyr Klink)

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Registros²

CHILE
Troca de guardas na La Moneda
Visual do Cerro San Cristóbal
A moça e seu violino em Valparaíso
Música ao vivo no alto de Valparaíso
Casa Cervecera Altamira

BOLÍVIA
Festa de solstício nas ruas de La Paz
Morrendo em Puma Punku (Tiwanaku)
Fuleragens de um indiano no Titicaca

PERU
Festa de solstício na Plaza de Armas em Cusco
Machu Picchu

terça-feira, 1 de julho de 2014

El momento de ir

Dia 28 descansei o dia todo pois no dia seguinte começaria o meu caminho de volta e teria várias horas dentro de um ônibus direto até La Paz. Acordei dia 29 cedo com muita música na cidade entrando pela janela, ainda era festa do solstício. Me arrumei, fiz o check-out e fui dar uma última volta em Cusco. Fui procurar o Museu Inka mas ao chegar lá soube que só abre de segunda a sábado, uma pena. Sentei um pouco na praça no sol para esquentar e chega uma menina vendendo coisas, uma criança articulada e cheia de histórias que acabou me fazendo comprar algumas lembranças até bem legais. "Brasileño? Vendo en real y soles!" Muita esperta! Começou a escurecer e a esfriar muito, resolvi ir para a rodoviária mesmo o ônibus sendo só as 22hs. Coloquei meu fone e esperei as horas passarem observando as pessoas indo e vindo. Quando o jogo Costa Rica x Grécia acabou nos pênaltis começou um programa de humor pior do que Zorra Total e eu observava as pessoas rindo. Eu não entendo como as pessoas gostam desses besteiróis. Olhava em volta e as pessoas rindo. Entrei no ônibus e capotei, um frio intenso mas o ônibus era muito bom, a cadeira deitava quase que totalmente, eles forneceram cobertor, dormi tranquilo até de manhã quando chegamos a divisa com a Bolívia, -3°, tremendo de frio na fila da imigração. Conheci 2 australianos muito doidos na hora que passei pela imigração e ficamos esperando os outros para voltar para o ônibus. Eles estavam no mesmo ônibus e vieram para a América do Sul, a princípio, para ver a Austrália na Copa do Mundo, até visitaram Vitória pois o time ficou lá, mas como foi desclassificada cedo foram conhecer o Peru e a Bolívia e depois vão terminar a viagem em Campinas. Mais algumas horas e estava novamente em La Paz. Passei rapidamente no hostel para pegar as coisas que deixei lá para pegar quando voltasse. Dei uma pequena volta pelo centro pois, apesar da dor de cabeça, o soroche já estava bem mais tranquilo. Segui para o aeroporto, fiz o check-in e soube que o vôo atrasaria... e muito. Os últimos 2 dias foram bem esquisitos mas o dia de ontem foi tenso demais por vários motivos, mas não colocarei os acontecidos aqui, quem for mais próximo a mim me pergunte que conto. Coisas engraçadas e outras bizarras. Enfim cheguei aqui em Santiago já depois da 00:00, fui para o hostel, tomei um bom banho quente e fui dormir em um frio de 1°. Frio cansa e já estou afim de um sol! Acordei cedo para pegar o vôo para casa que seria as 11hs (lembrando que aqui é 1 hora a menos que no Brasil) e ao chegar aqui soube que novamente atrasou e a previsão é para a noite. Agora estou aqui no aeroporto digitando e assistindo esse jogo ridículo da Argentina x Suíça! Queria estar hoje em casa mas pelo visto só amanhã. De qualquer forma deixando os hermanos e voltando para casa.



 Divisa Peru/Bolívia
 Mais um amigo 
Queria ter dado uma volta no teleférico que vai de La Paz até El Alto
 Peru/Chile/Bolívia





 Casillero del Diablo


Festa dos chilenos do primeiro jogo no primeiro dia que cheguei aqui
Acroyoga
Festa do solstício em Cusco gravado da janela do hostel